Proposta Pedagógica


OBJETIVOS DA PROPOSTA PEDAGÓGICA


Objetivo Geral

Garantir ao trabalhador e à trabalhadora a elevação da escolaridade e as condições da continuidade de aprendizagens, mediante estudo das diversas áreas de conhecimento, tomando a realidade cultural e natural como objeto de pesquisa/estudo.

Objetivos Específicos

O objetivo geral acima explicitado requer para a sua realização a concretização dos seguintes objetivos específicos:
            Propiciar oportunidade de estudos de Educação Básica, com metodologia específica, aos alunos que cursaram séries do ensino fundamental ou médio e se afastaram da escola, por razões próprias do modelo de exclusão da educação oferecida pelo Estado aos jovens e adultos trabalhadores (as);
            Realizar Exames Supletivos de Educação Básica, Ensino Fundamental e Médio a fim de garantir aos jovens e adultos que não concluíram essas modalidades de ensino a oportunidade de conclusão de curso;
            Validar o conhecimento adquirido social-historicamente pelos jovens e adultos que não possuem documentos comprobatórios de conclusão de curso, através de avaliação classificatória.


MECANISMOS E ESTRATÉGIAS

            Oferta de cursos de Educação Básica para os trabalhadores (as) que se afastaram da escola por razões diversas, e necessitam de cursos com metodologias adequadas as suas possibilidades e realidade;
            Realização de exames classificatórios para jovens e adultos que cursaram as etapas do Ensino-Fundamental, mas não têm documentos comprobatórios ou sendo autodidatas desejam validar o conhecimento adquirido social/historicamente;
            Desenvolvimento de práticas educativas que contribuam para a formação integral de jovens e adultos, a fim de que possam crescer criticamente no exercício da cidadania;      
Construção de um projeto político pedagógico que assegure a co- participação e o comprometimento de todos os segmentos envolvidos no sucesso do trabalho educacional com jovens e adultos;
Desenvolvimento de intenso programa de formação continuada envolvendo todo o corpo técnico/docente/ administrativo da rede pública de ensino.
              
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A Educação de Jovens e Adultos no Estado de Alagoas será realizada a nível de ensino fundamental e ensino médio presencial e semi-presencial, obedecendo à seguinte organização:

Ensino Presencial (1ª e 3ª Etapas da Educação de Jovens e Adultos)
(Ensino Fundamental: 1º Segmento)

As três primeiras etapas da Educação de Jovens e Adultos se destinam a garantir as condições de apropriação do código da leitura e escrita nas formas oficiais da língua portuguesa, iniciação ao aprofundamento da compreensão crítica do mundo, de si mesmo e dos outros, bem como dos cálculos matemáticos e das linguagens artísticas.
Essas etapas serão realizadas em Escolas da Rede Estadual de Ensino, em escolas municipais, ou em ambientes cedidos pela comunidade por meio de parceiras com a sociedade civil, setores empresariais, poderes públicos locais, igrejas, ONG’s, sindicatos e associações, num esforço conjunto, visando reduzir os atuais índices de analfabetismo do Estado de Alagoas.
A área de abrangência dessa atividade compreenderá todos os municípios alagoanos, que se organizarão de forma autônoma e com estrutura própria de professores, monitores, educadores de apoio, educadores populares regionais, assessores técnico-pedagógicos e coordenação geral.

Objetivo

Garantir o início ou retomada da escolarização de todos jovens e adultos trabalhadores (as) por meio da realização das três primeiras etapas da EJA através de recursos do próprio Estado, em escolas da Rede e/ou em parceira com a sociedade civil, setores empresariais, poderes públicos locais, igrejas, ONG’s, Sindicatos e associações.

Princípios Metodológicos Norteadores

Os princípios e as perspectivas dos processos educativos para a Educação de Jovens e Adultos, no seu conjunto, devem permitir que se garanta a análise das vivências econômicas, políticas, ideológicas e escolares, numa palavra, culturais, de forma crítica, democrática, libertadora e transformadora servindo de experiência para o aluno em sua vida social.
As práticas pedagógicas cotidianas nas salas de aula das três primeiras etapas da Educação de Jovens e Adultos deverão incorporar as referências teóricas explicitadas, dando sustentação ao conjunto das ações educativas. Dessa forma, se garantirão, através da análise de seu significado e sentido, a coerência com os princípios da pertinência (significatividade) e da interdisciplinaridade.
Nesse sentido serão garantidas as condições da formação continuada dos educadores, realizada como uma política permanente de formação necessária para realizar os objetivos da Proposta e garantir seu crescimento humano e a competência pedagógica.

Período de Realização

O tempo da escola para trabalhar as três primeiras etapas da EJA será dois anos. Mas, o de acordo com o desenvolvimento das habilidades poderá concluir em menor ou maior tempo.

Ensino Fundamental – 1º Segmento

Disciplinas
1ª Etapa
2ª Etapa
3ª Etapa


TS
CH
TS
CH
1.      Língua Portuguesa

04
160h
04
160h
2.     Matemática

04
160h
04
160h
3.     Ciências

02
80h
02
80h
4.     História

02
80h
02
80h
5.     Geografia

02
80h
02
80h
6.     Artes

01
40h
01
40h
7.     Educação Física*

01
40h
01
40h
Total
640h
16h
640h
16h
640h
Carga Horária do Curso – 1.880 horas

Estratégias

Sensibilizar trabalhadores, sociedade civil, poderes públicos, empresariado, outros, para exercerem o papel de parceiros, garantindo o início ou retomada da escolarização/escolaridade de jovens e adultos trabalhadores (as) acima dos 15 anos;
Articular o apoio da sociedade às iniciativas de escolarização, através de compromissos oficialmente pactuados;
Implantar uma política de formação continuada em EJA, para os educadores, voltada á compreensão e envolvimento com a Proposta Pedagógica;
Habilitar o estado à captação de recursos federais e internacionais para aplicação no setor de educação, respaldado na capacidade da área em enfrentar e agilizar o processo de erradicação do analfabetismo;
Afirmar ações políticas governamentais e sua contribuição ao combate ao analfabetismo de jovens e adultos no cenário nacional, local e regional, a partir de fóruns de EJA.


4ª e 5ª Etapas da Educação de Jovens e Adultos
Ensino Fundamental: 2º Segmento

As duas últimas etapas da Educação de Jovens e Adultos, correspondentes ao 2º segmento do Ensino Fundamental, serão oferecidas àqueles jovens e adultos que concluíram as etapas iniciais ou demonstraram que dominam as aprendizagens a elas correspondentes e desejam concluir sua Educação Básica, obrigação do Estado e direito de todas as pessoas em quaisquer idade e condições.
Deseja-se, assim, responder ao compromisso político de Estado “de concretizar um projeto de educação democrática com qualidade social, no qual a escola deverá ser um laboratório de práticas pedagógicas inovadoras, voltadas para a formação do homem em todas as dimensões, o que exige um processo de formação continuada dos educadores e de toda a comunidade escolar”.
O Ensino Fundamental da Rede Estadual será organizado em cinco etapas, podendo os Centros Educacionais oferecerem esse nível, somente a partir da 4ª etapa, correspondendo ao 2º segmento do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), também na forma semi-presencial.
As 4ª e 5ª Etapas da Educação de Jovens e Adultos, correspondente aos 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental, na forma de ensino presencial, serão oferecidas, em relação ao tempo da escola, em 1.600 horas, podendo o aluno concluir com carga horária menor, pois são admitidas as formas de classificação e reclassificação postas no Art. 24 da LDBEN 9394/96.
As aulas presenciais incidem sobre as disciplinas e carga horária de acordo com a base comum nacional determinada no inciso V do Art. 26 e seus parágrafos da Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96.

Ensino Fundamental – (6º ao 9º ano) 2º Segmento Diurno.

Disciplinas
4ª Etapa
5ª Etapa

TS
CH
TS
CH
1.     Língua Portuguesa
05
200h
05
200h
2.     Inglês
02
80h
02
80h
3.     Artes
01
40h
01
40h
4.     Educação Física*
01
40h
01
40h
5.     Matemática
05
200h
05
200h
6.     Ciências
03
120h
03
120h
7.     História
02
80h
02
80h
8.     Geografia
02
80h
02
80h
Total
21h
840h
21h
840h
Carga Horária do Curso – 1.880 horas
* Disciplina oferecida obrigatoriamente no diurno.

OBS.: No Noturno a Carga Horária por etapa deverá ser organizada pela Escola em 01 (um) ano e meio, isto é, aproximadamente 290 dias letivos por etapa.



SUGESTÕES DE ORGANIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Diurno – Cinco tempos de 50 minutos/aula por dia, com cumprimento da carga horária de 840 horas em 200 dias letivos e conclusão do curso em 02 (dois) anos.
Noturno – Três tempos de 50 minutos/aula ou quatro tempos de 45 minutos/aula por dia, com cumprimento da carga horária de 840 horas em 290 dias letivos, isto é, a conclusão do curso acontecerá em 03 (três) anos.


COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

Partindo da consideração de que a educação, principalmente do jovem e do adulto, dever-se-ia dar enquanto processo de experiência de ressocialização, entendemos que a Área de linguagens, códigos e suas tecnologias tem como objetivo principal o questionamento das diferentes formas de apreender  e compreender o entorno sócio-educativo, através de representações de deferentes linguagens – sistema simbólico – e da interação com o outro através de marcas, símbolos, signos, gestos, sons, imagens. Portanto, a linguagem, enquanto uma capacidade humana de articular significados coletivos e de compartilhá-los com outros sujeitos, em sistema arbitrários de representação, de acordo com as necessidades e experiências particulares em sociedade (MEC, PCN- Ensino Médio).
A razão do ato da linguagem é a produção de sentido. Por isso a linguagem torna-se uma herança social que, uma vez assimilada, envolve os indivíduos e faz regulação simbólica das estruturas mentais e emocionais. A compreensão da arbitrariedade da linguagem permite a problematização  dos modos  de ver a se a ao mundo; categorizar o pensamento; classificar os dados discutíveis; permear o conhecimento e as formas de conhecer o pensamento; permear as formas de pensar a comunicação e os modos de comunicar a de agir a ação.
E, ainda, a linguagem é produto e produção cultural humana. Por isso reflete a um só tempo o status de ser criativa, contraditória, pluridimensional, múltipla e singular.
Nesse contexto, a interação – o discurso, a fala – dos sujeitos dialógicos transformam-se no objeto de estudo e de análise da linguagem verbal/oral/visual/gestual. O homem reproduz e transforma em espaços produtivos, mediados pela fala gerando sistema de linguagem de sentidos humanos que proliferam em múltiplos espaços simultâneos de forma relacional.
Os confrontos proporcionados pelas e nas práticas sociais históricas foram possíveis pelo uso de diferentes códigos que se mostram, no conjunto de escolhas e combinações discursivas, gramaticais, lexicais, fonológicas, gráficos e etc., segundo Bakhtin naquilo que procuram conservar ou transgredir os sentidos acumulados denominados de trocas lingüísticas, de relação de força entre interlocutores. Esses confrontos só serão possíveis pelo ato da fala, porque pressupõe-se ser uma competência social o utilizar a linguagem de acordo com as expectativas em jogo.
Assumindo o caráter dialógico, as linguagens, no interior dos jogos, impõem-se ser uma visão muito além do ato comunicativo superficial e imediato. Propondo-se a desempenhar o papel de recuperação sócio-política de sujeitos jovens e adultos pelo estudo histórico social cultural.
No mundo contemporâneo, marcado pelo apelo informativo imediato, a reflexão sobre as linguagens e seus sistemas, articulados por múltiplos códigos é uma garantia de participação ativa na vida social para a cidadania desejada.
A linguagem se dá num contexto, numa cultura:

                                  “As representações não são naturais, mas criada pelo ser humano. São as pessoas que socialmente criam marcas, sinais, símbolos e etc. para representar algo.
 “como representações são criadas pelo grupo social e são de uso social, elas precisam ser ensinadas as novas gerações isto nem sempre acontece e então se criam condições de desigualdade entre as pessoas. No caso da língua escrita, por exemplo, numa sociedade letrada, onde a maioria das informações é veiculada através da escrita, as pessoas que não sabem interpretar essas representações (não sabem ler e escrever) ficam à margem da sociedade (Araujo, 2000, p36, 37). 

Para Freire, o fazer cultura, o dominar a realidade, a própria humanização, vem a partir do criar e recriar. E, para ele, somente, “a partir das relações do homem com a realidade, resultante de estar com ela e de estar nela, pelos atos de criação, recriação e decisão, vai ele [o homem] dinamizando o seu mundo. Vai dominando a realidade. (Freire, 1999, p51).
O nosso objetivo com o ensino da linguagem é a percepção de idéias, proposições, do outro, do meio, do seu eu, para que este ser humano possa intervir e atuar como sujeito consciente.
A Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias trabalhará as linguagens verbal e não verbal. Os conteúdos das disciplinas mudarão de acordo com o segmento de trabalho, mas o objetivo geral, o mais amplo é o exercício da reflexão via símbolos e códigos.
A linguagem como um processo de comunicação exige dos entes interactantes uma sintonia mútua para que ambos se entendam e efetivem o diálogo.
Os signos utilizados no processo de comunicação são definidos pelos entes dialógicos e somente por elas compreendidos. Gestos, sons, imagens, que para uns são elementos da mensagem para outros podem ser expressões fragmentadas e desconexadas.
Além dos signos, existem outros elementos que concorrem para interação dos entes: o cenário ou o entorno social da mensagem, e o que trazemos, nós, os leitores, em termo de repertório e experiências anteriores. Portanto, a linguagem pode ser conceituada como um conjunto complexo e articulável de elementos simbólicos que se tornam significativamente essenciais para instauração de produção de sentido num determinado diálogo.
As simbologias são arbitrárias e convencionais. Cada uma das linguagens, com suas especificidades, notacional ou não, será trabalhado no sentido de resgatar a perspectiva social com objetivo de compreender as relações vivenciadas entre sujeitos e sociedade.
A área então, e cada uma das disciplinas, tem o objetivo de promover competências e habilidades que acompanhem uma mudança qualitativa para o processo de ensino e aprendizagem, indicando a sistematização de um conjunto de disposições e atitudes: pesquisar, selecionar informações, analisar, sintetizar, argumentar, negociar significados, cooperar, para que o aluno participe do mundo social: cidadania, trabalho e escolarização.
Demarcamos a importância da área pela competência de lidar com a linguagem interação, com as diferentes formas de estabelecer contatos entre um eu e um outro, com o diálogo, com a comunidade, na medida em que concebemos educação enquanto ressocialização, entendemos que “a natureza humana se constrói socialmente” (Freire apud Souza,1999,p50). Sendo assim, esse outro toma vulto quando consideramos que o educar é processo de convivência. (Maturana Apud Souza, 1999, p81)
O SER HUMANO é PESSOA pelo que tem em comum com os outros seres humanos”. É INDIVIDUO pela forma particular de pensar, de emocionar-se e de fazer cada um frente ao mundo, ás pessoas e as situações. A pessoa se individualiza. É uma singularidade. É única. Tem um valor incomensurável. Eu me distingo no interior da coletividade de pessoas, faço-me EU Na SOCIEDADE, no NÓS é possível surgir o individuo, o EU!
 É na área das linguagens, por elas serem comunicação / interação, que se trava contato, mas acirrado do individuo com o outro e com o coletivo. O interesse é desvelar, é propiciar diversos contatos com bens culturais. É exercitar, por meio das linguagens a criatividade e a criticidade. É permitir que o aluno desconfie dos discursos, das tapinhas nas costas em época de eleição, das imagens oferecidas pela mídia ou até da falta de imagens, pois por vezes, é muito mais reveladora a ausência de versões, do que a pura imposição.
Não basta compreender e usar os sistemas simbólicos para criar significados, ou analisar e interpretar os recursos expressivos das linguagens pura e simplesmente. Interessa saber que essa compreensão e leitura se estabeleçam com um outro e que juntos possam refletir sobre os discursos para uma intervenção objetiva no seu entorno. Isto significa que, o educando não pode ter apenas um aprender técnico, mas, deve ser colocado em situações onde exercite competências variadas que propicie compreensão, análise e o levem as atitudes de participação, repetimos do mundo social: cidadania, trabalho, e escolarização.

Objetivos da Área

Questionar as diferentes formas de aprender e compreender o entorno sócio-educativo através de representações dos diferentes sistemas simbólicos.
Ampliar a capacidade da interação com os outros através de marcas, símbolos, signos, gestos, sons, imagens, para que juntos, enquanto sujeitos históricos, descubram sentidos, reelaborem realidades, reestruturarem o entorno.
Expressar, de forma criadora, sua visão de mundo através do uso de linguagens.
Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meio de organização cognitiva da realidade pala constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específica.
Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.
Conhecer e usar a língua (s) estrangeira (s) moderna (s) como instrumento de acesso a informações e outras culturas e grupos sociais.

As disciplinas que compõe a área são: Arte – Cultura, Língua Portuguesa, e Língua Estrangeira (Inglês).


LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivo do Ensino Aprendizagem

Os objetivos do ensino-aprendizagem desta proposta pedagógica de língua portuguesa distribuídos no ensino fundamental e ensino médio são os seguintes como possibilidades de aprendizagem:
·         Compreender a construção, elaboração e evolução simbólica como uma necessidade vital de identidade social, histórica, lúdica e estética do homem;
·         Construir/ interpretar símbolos e significados, a partir de diversas posturas e visões de mundo.
·         Desenvolver a competência conceitual, ampliando o vocabulário relativo a tradução de impressões sensoriais e identificando a escrita como um instrumento que permite ampliar as possibilidades de participação social;
·         Perceber o lugar que seu dialeto ocupa na estrutura das relações sociais;
·         Escolher a mais apropriada forma de língua para cada situação comunicativa internacional;
·         Elaborar os próprios textos refletindo sobre essa elaboração, aplicando os recursos de estilo e tendo, em vista, o interlocutor e os efeitos que pretende provocar;
·         Ampliar/consolidar o domínio do funcionamento do sistema da escrita e suas regras de produção;
·         Compreender a importância das convenções ortográficas da língua no intercâmbio entre os homens;
·         Compreender que, através da linguagem, o individuo se reconhece como membro de uma comunidade;
·         Consolidar as competências discursivas;
·         Compreender que os diversos usos sociais da língua refletem a ordenação do mundo e da experiência de cada grupo;
·         Consolidar a competência conceitual, identificando a inter-relação entre palavra, pensamento, idéias e emoções;
·         Desenvolver a capacidade de pensar por se mesmo, de argumentar, assimilar e apropriar-se do conhecimento acumulado pelo homem.
·         Compreender que a língua é um sistema aberto à novas condições, expressões e construções frasais;
·         Identificar os recursos lingüísticos no registro da oralidade;
·         Compreender a tradição oral, texto de muitas vozes, como expressão lúdica do patrimônio cultural da humanidade;
·         Apropriar-se dos princípios fundamentais do ato de contar/recontar historias;
·         Apropriar-se dos princípios fundamentais da atitude lingüísticas descritiva;
·         Estabelecer entre as diversas formas orais, escritas e visuais o ato de narrar.


Objetivos, Competências e Habilidades do Ensino da Língua Estrangeira.

As finalidades do ensino de língua estrangeira, compreendido como um caminho para a construção da cidadania e a constituição do aluno como sujeito de aprendizagem indicam de que maneira os objetos do ensino podem levar os alunos a identificar o conhecimento como meio de compreender e transformar o mundo em sua volta e perceber o caráter da língua estrangeira como aspecto estimulador de interesse, curiosidade, espírito de investigação e desenvolvimento da capacidade para compreender e comunicar-se.
Assim é fundamental buscar desenvolver um trabalho que permita ao aluno da educação de jovens e adultos alcançar os objetivos gerais a seguir.
·         Desenvolver a possibilidade de compreender e expressar, oralmente e por escrito, opiniões, valores, sentimentos e informações.
·         Entender a comunicação como troca de ideias e de valores culturais, sendo estimulado a prosseguir os estudos.
·         Comparar suas experiências de vida com a de outros povos.
·         Identificar no universo que o cerca, as línguas estrangeiras que cooperam nos sistemas de comunicação, percebendo-se como parte integrante de um mundo plurilíngue e compreendendo o papel hegemônico que algumas línguas desempenham em determinado momento histórico.
·         Vivenciar uma experiência de comunicação humana no que se referem à novas maneiras de se expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes e possibilitando maior entendimento de seu próprio papel como cidadão do país e do mundo em que vive.
·         Reconhecer que o aprendizado de uma ou mais línguas lhe possibilita o acesso a bens culturais da humanidade construídos em outras partes do mundo.
·         Construir conhecimento sistêmico sobre a organização textual e sobre como e quando utilizar a linguagem nas situações de comunicação, tendo como base os conhecimentos da língua materna.
·         Adquirir consciência lingüística e consciência crítica de usos que se fazem da língua estrangeira que se está aprendendo.
·         Ler e valorizar a leitura como fonte de informação e prazer, utilizando-a também como meio de acesso ao mundo do trabalho e dos estudos avançados.
·         Utilizar outras habilidades comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas.
·         Escolher o registro adequado a situação na qual se processa a comunicação e o vocabulário que melhor reflita a ideia que pretende comunicar.
·         Utilizar o mecanismo de coerência e coesão na produção oral e/ou escrita.
·         Utilizar as estratégias verbais e não-verbais para compensar as falhas, favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido em situações de produção e leitura.
·         Conhecer e usar as línguas modernas como instrumento de acesso a informação de outras culturas e grupos sociais.
·         Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais.
·         Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos/contextos mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de  ideias e escolhas, tecnologias disponíveis).
·         Saber distinguir as variantes linguísticas.
·         Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz.


 CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS

A escola precisa possibilitar a competência tecnológica e humana, dentro de uma visão ampla do mundo, pondo a mostra aspectos de vida e do homem, conduzindo a reflexão e aos questionamentos da realidade e a possibilidade de transformá-las (professor de ensino publica de Alagoas).
As ciências naturais como disciplina da Educação de Jovens e Adultos, deve ser repensada sobre as situações de vida do educando/trabalhador, respondendo as necessidades de relacionar os fenômenos naturais, os conhecimentos empíricos, os conhecimentos adquiridos na escola e possibilitando a construção de novas etapas da história da sua vida.
A proposta alternativa neste momento é a de considerar o ensino das Ciências da Natureza não só como um instrumento que garanta a descoberta destes acontecimentos naturais, mas principalmente que permita uma posição de investigação, reflexão e aprofundamento das experiências de vida de nossos educandos.
Este ensino caracteriza-se por uma relação de aprendizagem em que não existe o “educador que ensina” e a “população que aprende”, mas sim, um grupo que através do trabalho de observação, reflexão e discussão vai produzindo seus conhecimentos e vai aprendendo a reconhecer aspectos científicos que norteiam sua vida.
 Se inicialmente objetivava desperta a sensibilidade do jovem ou adulto para as questões naturais, agora pretende-se que ele se sinta parte importante desse processo, questionando as decisões tomadas pela comunidade e pelos governantes.
Vale salientar que nessa relação de aprendizagem, não se descartam intervenções mais qualificadas, que venham a construir para uma apropriação do saber historicamente produzido acerca de temática em questão.
Então, se inicialmente desejava-se que o aluno se sensibilizasse com as questões ambientais e sociais, agora pretende-se estabelecer uma análise mais crítica, ressaltando  a argumentação a concepção de agente transformador do espaço em que vive, demonstrando o que pensa do mundo, das coisas, de si mesmo e estabelecendo relações com todos estes aspectos aqui abordados.
A metodologia aqui explicada baseia-se na participação real do aluno e na problematização, buscando uma aprendizagem a partir do confronto com as situações no contexto da vida dos atores do processo de ensino-aprendizagem. Mas do que simples motivação para se introduzir um conteúdo específico, ela consiste em, fazer a ligação desse conteúdo com situações reais que os alunos conhecem e vivenciam para as quais provavelmente eles não dispõem de conhecimentos científicos suficientes na tarefa de interpretá-las.
Nesta proposta discutiremos a compreensão das ciências da natureza e sua importância na educação e formação do aluno cidadão, percebendo quando as questões naturais, o próprio homem, como ser singular e social, as expressões e atitudes tornam-se objeto de estudo e investigação.
“O ensino não deve somente acenar para as certezas, mas sim levar também a interrogações, sobretudo num campo como este, em que elas são corriqueiras. Inúmeros fatos não podem de fato ser explicados unicamente pelas abordagens darwinianas e é essencial mostrar o que a ciência sabe e o que ela não sabe, isto é, uma explicação precisa de mecanismos postos em jogo” (Morin, 2001, p.115).
A problematização poderá ocorrer pelo menos em dois sentidos. De um lado pode ser que o aluno já tenha noções sobre as questões colocadas, em sua aprendizagem anterior, na escola ou fora dela. Suas noções poderão estar ou não de acordo com as teorias e as explicações da ciência, caracterizando o que se tem chamado de “conceitos espontâneos dos alunos”. De outro, poderá permitir que o aluno sinta necessidade de adquirir outros conhecimentos. Neste momento, caracterizando pala compreensão e apreensão da posição dos alunos frente ao tema, é desejável que a postura do professor seja mais de questionar e lançar dúvidas do que responder e fornecer explicações.
Nessa perspectiva, o professor será responsável pela organização e reorganização do ensino, quando do planejamento das oficiais, em decorrência das necessidades geradas pela problematização. Assim esses momentos poderão contribuir para o desenvolvimento intelectual dos alunos, oportunizando-lhes um aprofundamento teórico acerca dos conteúdos em questão, no sentido de que os alunos percebem a existência de outras visões e explicações para as situações e fenômenos problematizados e comparem esses conhecimentos com o seu, para melhor compreensão.


O Ensino de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos

“O ser humano vive no mundo dos avanços tecnológicos e, por vezes, sente necessidade de acompanhar essas mudanças. Mas acompanhar essas mudanças implica a descoberta da vida deve perceber a das tecnologias, para as quais sempre chegara o devido tempo, ao passo que os elos íntimos que nos ligam à natureza e à vida deve ser adquiridos, de certa forma, desde o berço, isto è desde a pré-escola” (Morin, 2001, p, 117).
É necessário não apenas a descoberta da tecnologia, mas a familiarização com o conhecimento da natureza que a possibilita. Segundo Luckesi (1985) a produção do conhecimento científico exige pelo menos dois elementos: primeiro seria a identificação descritiva do objeto do conhecimento e o segundo consistiria em estabelecer o entendimento das coisas, conseguindo descobrir como elas ocorrem e por que se processam desse modo. É nesse segundo nível que encontramos o esclarecimento da realidade natural e social – a descoberta daquilo que está oculta na aparência dos fatos. Esse segundo momento é quando propriamente se produz a ciência, pois é nele que surge o entendimento novo do objeto que temos à nossa frente. É nesse momento que se pode dizer que foi produzida a teoria sobre os dados da realidade.
Sem os dois elementos – identificação descritiva e entendimento – não há ciência. A descrição é insuficiente, enquanto apenas delimita os contornos do objeto de estudo e o entendimento sozinho é impossível, pois ele se faz criativamente sobre dados identificados.
Entende-se que as ciências da natureza pode ampliar e aprofundar as possibilidades desses seres humanos compreenderem o seu eu (como corpo) e suas múltiplas reações com o entorno. A necessidade do ensino das Ciências Naturais na educação de jovens e adultos justifica-se, por esta ser uma ferramenta, um caminho de acesso a observação, investigação reflexão e pensamento crítico.
Os conhecimentos científicos nos é funcional para o desenvolvimento das ocorrências factuais do universo. Ele nos oferece uma luz, um esclarecimento sobre os meandros, aparentemente caóticos, presentes na multiplicação das coisas. Com o conhecimento científico, adquirimos um instrumento da sobrevivência, pois através dele, obtemos uma forma de agir mais adequada e eficiente (Luckesi, 1985).
Gil-Pérez (1982) alerta para que a elaboração de programas de atividades que possibilitem a construção de conhecimento pelos alunos exige um permanente trabalho de pesquisa aplicada. Dificilmente um professor poderá orientar a aprendizagem de seus alunos como uma construção de conhecimentos científicos, isto é, como uma pesquisa, se ele próprio não possui a vivência de uma tarefa investigativa. A compreensão de que atividade do professor de ciências possui a complexidade e uma riqueza potencial implica conhecer seu trabalho como uma tarefa aberta e criativa.
O Ensino de Ciências da Natureza, como um processo de diálogo, indagação, reflexão, questionamentos, produção, organização e aplicação do conhecimento.
“Nosso respeito pelo outro, por outro povo, por outra cultura, só pode nascer de um respeito pela ordem do universo e de nossa convicção de pertencer a essa ordem. Devemos tomar consciência da parte que temos nisso e da permanência de nossos atos que são inscritos e serão avaliados no âmbito da memória eterna da vida”. (Morim, 2001, p. 123)
Neste contexto, são indicados os seguintes objetivos da disciplina:
·         Compreender o universo que o cerca de modo cientifico, social e político.
·         Relacionar o desenvolvimento científico ao desenvolvimento econômico, social, cultural e político.
·         Integrar o ensino da escola á realidade das comunidades por ele freqüentadas.
·         Sensibilizar o aluno na compreensão do mundo natural, seu funcionamento e expressões.
·         Analisar criticamente o papel das Ciências da Natureza visando a melhoria das condições da vida da população.
·         Apropriar-se dos conteúdos básicos referentes a qualidade de vida, sistematizando-os transformando-os em modo de ação.


O ENSINO DE MATEMÁTICA

Atualmente os sistemas educacionais de diversos países estão passando por um profundo processo de renovação. Renovação não apenas de conteúdos, mas, sobretudo de objetivos e de metodologias.
Emergem as metodologias centradas em processos (logo na pessoa do educando) em detrimento das metodologias centradas em conteúdos ou em produtos. Ressalta-se a importância de desenvolver cognitivamente o aluno.
Desenvolver cognitivamente significa ir além de transmitir conhecimentos que em curto prazo podem está obsoletos e inúteis ou desenvolver habilidades que, por serem adquiridas mecanicamente, não constituem aprendizagens reais.
Nessa renovação a aprendizagem passa a não ser entendida como processo de transmissão - recepção de informação, mas sim como processo de construção cognitiva que se favorece mediante a estimulação dos processos de investigação dos alunos.
O ensino/aprendizagem da Matemática não é alheio a este movimento renovador. Pretende-se atualmente que os alunos participem em numerosas e variadas experiências que lhes estimulem o gosto e o prazer da criação matemática; que os encorajem a conjeturar, a explorar, a aprender com os erros (NCTM, 1991; papert, 1991).
 Para isso é primordial perceber que: “Aprender matemática é um direito básico de todos e uma necessidade individual e social de homens e mulheres. Saber calcular, medir, raciocinar, argumentar, tratar informações estaticamente etc. São requisitos necessários para exerce a cidadania, o que demonstra a importância da matemática na formação de jovens adultos. (propostas pedagógicas para a EJA 2a segmento vol. 3; 2002)”
Observamos uma historia de exclusão, que limita o acesso a bens culturais e materiais produzidos pela sociedade acompanha a vida do aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Esses exercícios de reflexão de como temos atuado até hoje, suas causas, conseqüências e que cidadão a sociedade espera, é condição sine qua nom. para definir de que modo o conhecimento matemático pode contribuir para essa formação de cidadãos e de sujeitos da aprendizagem.
Para tanto a atividade matemática, na educação de jovens e adultos, deva assumir dois aspectos harmôniosos e indissociáveis.


Resolução de Problemas como Eixo Norteado do Ensino de Matemática

Segundo Câmara dos Santos (2002) “O papel da resolução de problemas no ensino de matemática foi, durante muito tempo, pautado pela idéia de que “aprender matemática é resolver muitos problemas”, no sentido de que os neurônios se assemelhariam a músculos, que somente seriam desenvolvidos à custa de “muita malhação”.
Nessa concepção, a finalidade educativa da resolução de problemas era a de apenas fixar os conteúdos aprendidos. O conteúdo era apresentado aos alunos, seguidos de alguns “exercícios resolvidos”, que serviriam de modelo para os “exercícios de fixação”. Só então o aluno iria resolver uma bateria extremamente longa de problemas de mesma estrutura.
O desenvolvimento dos estudos em educação matemática, veio evidenciar as limitações da utilização desses recursos de aprendizagem. Esses estudos demonstraram a importância da resolução para uma aprendizagem matemática significativa.
O objetivo central era utilizar a situação problema, como recurso didático, para que o aluno possa ser capaz de realizar TENTATIVAS, estabelecer HIPOTESES, TESTAR essas hipóteses e VALIDAR seus resultados. Sintetizando, podemos caracterizar a situação problema como “uma situação geradora de um problema, cujo conceito necessário a sua resolução é exatamente aquele conceito que queremos que o aluno construa”, ou seja, para o aluno resolver problema ele devera construir o conceito que permitirá resolver esse problema.

Características de uma Situação-problema:

O quadro a seguir sugerido por Câmara dos Santos (2002) esclarece a idéia adotada para expressão situação-problema na presente proposta.
A eficiência de uma situação-problema depende do fato que algumas condições sejam respeitadas. Na tabela seguinte serão explicitadas algumas características de uma situação-problema, acompanhadas de alguns comentários sobre essas características.

                      CARACTERÍSTICAS
                    COMENTÁRIOS
O aluno deve ser capaz de começar a resolver o problema.
O aluno deve permanecer “seco” perante o problema. Ele deve ter a possibilidade de utilizar seus conhecimentos anteriores em uma primeira tentativa de solução
Os conhecimentos do aluno devem ser insuficientes para que eles resolvam o problema.
Senão não existira a construção de novos conceitos, apenas a aplicação de conhecimentos antigos.
 A situação-problema deve permitir ao aluno decidir se uma situação encontrada é conveniente ou não.
Uma vez que o aluno investiu seus conhecimentos anteriores, é necessário que ele tome consciência de sua insuficiência, senão, segundo o “princípio da economia” não haverá evolução de conhecimentos mas apenas uma adaptação. Essa insuficiência deve ser percebida pelo próprio aluno. Ela é constatada pelo fato que a resposta é falsa ou que o método utilizado é muito trabalhoso.
O conceito que se deseja que o aluno adquira deve ser “ferramenta” mais adequada para a resolução do problema no nível do aluno.
Nem sempre é fácil satisfazer essa condição. O aluno pode descobrir uma “ferramenta” adequada mas que não corresponde ao conceito visado. Uma análise a priori do problema torna-se necessário: o que o aluno vai fazer face a esse problema?


Objetivos Gerais

·         Compreender os conceitos, procedimentos estratégias matemáticas que permitam a ele desenvolver estudos posteriores e adquirir uma formação cientifica geral;
·         Aplicar seus conhecimentos matemáticos a situação diversas, utilizando-o na interpretação da ciência na atividade tecnológica e nas atividades cotidianas;
·         Analisar e valorizar informações provenientes de diferentes fontes, utilizando ferramentas matemáticas para formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se criticamente sobre problemas da matemática, das outras áreas do conhecimento e da atualidade.
·         Desenvolver a capacidade de raciocínio e resolução de problemas, de comunicação bem como o espírito critica e a criatividade;
·         Utilizar com confiança procedimentos de resolução de problemas para desenvolver a compreensão dos conceitos matemáticos;
·         Expressar-se oralmente e graficamente em situações e valorizar a precisão da linguagem e as demonstrações em matemática;
·         Estabelecer conexões entre temas matemáticos e entre esses temas e o conhecimento de outras áreas do currículo;
·         Reconhecer representações equivalentes de um mesmo conceito, relacionando procedimentos associados a diferentes representações;
·         Promover a realização pessoal mediante o sentimento de segurança em relação as suas capacidades matemáticas, o desenvolvimento de atitudes de autonomia e cooperação.


CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS

Estes conteúdos tem como objetivo a construção das funções cognitivas do aluno, oportunizando também um pensamento independente crítico e criativo:
Ler, interpretar e utilizar representações matemáticas (tabela, gráfico, expressões...)
Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para a linguagem simbólica (equações, gráficos, diagramas, fórmulas, tabelas...) e vice-versa.
Expressar-se com correção e clareza, tanto na língua materna como na linguagem matemática, usando a terminologia correta.
Produzir textos matemáticos adequados ao que o aluno se propõe.
Utilizar adequadamente os recursos tecnológicos como instrumentos de produção e de comunicação.

CONTEÚDOS ATITUDINAIS

São aqueles trabalhados, visando à interação cujo objetivo se refere à elaboração de atitudes e valores que venham contribuir com o desenvolvimento das capacidades cognitivas, afetivas e de interação social tais como: criar, comparar, discutir, investigar, rever, perguntar, ampliar ideias, etc. Para isso deve-se explorar a interação entre alunos e professores, e entre alunos e seus colegas de classe visando favorecer que o aluno:
Desenvolva a capacidade de investigar e de perseverança na busca de resultados, valorizando o uso de extrategias de verificação e controle de resultados;
Utilize os conhecimentos matemáticos como recurso para analisar, interpretar e resolver situações-problema;
Encontre exemplo e contra exemplo, formule hipóteses e compare experimentalmente no decorrer da atividade matemática;
Perceba que além de buscar a solução para uma situação proposta, deve cooperar para resolvê-la e chegar a um consenso;
Possa saber explicar o próprio pensamento e procure compreender o pensamento do colega;
Discuta as dúvidas, assuma que as soluções dos outros podem fazer sentido e persista na tentativa de construir suas próprias ideias;
Incorpore soluções alternativas, reestruture e amplie a compreensão acerca dos conceitos envolvidos nas situações e, desse modo, aprenda;
Reflita sobre o seu próprio empenho nas atividades matemáticas, tendo como objetivo o desenvolvimento pleno das próprias capacidades;
Mantenha atualizados seus estudos e suas obrigações.


CONTEÚDOS CONCEITUAIS

São aqueles trabalhados para alcançar objetivos que se referem à obtenção de conhecimentos matemáticos construídos por gerações precedentes.
Tosos os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais se interrelacionam entre si, ou seja, um não existe sem o outro de modo que as relações entre eles estão imbricadas e não se dissociam quando acontece o processo-aprendizagem. A preocupação do professor não deve ser a de analisar separadamente esses conteúdos, mas verificar se as expectativas de aprendizagens estão se efetivando junto a seu aluno através dos critérios de avaliação.


ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

            A busca da construção da consciência do significado do ser humano, nesta PROPOSTA PEDAGOGICA, é meta da área de ciências humanas e suas tecnologias. Ela permitirá a aprendizagem da condição humana e da luta pela superação contínua de suas possibilidades de degradação. A compreensão “da longa marcha da humanização que fez irromper a linguagem humana e cultura, sem que deixássemos de ser animais, ao mesmo tempo em que nos tornamos humanos”. (Morin, 2001:19) é o movimento mais significativo na busca dessa aprendizagem. É essa questão que se quer colocar como centro do trabalho da área das Ciências Humanas e suas Tecnologias. Resgatar, desenvolver e aprofundar essa questão como o problema central da educação escolar é o nosso desejo maior.
Desafiada a essa construção, a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias vai promover conhecimentos relacionados à compreensão da identidade pessoal e social, reconhecendo nas especificidades locais, regionais, nacionais, culturais, econômicas, políticas, religiosas, climáticas, geográficas, um elemento de diferenciação, enriquecimento mútuo e complementação e não de exploração, exclusão, dominação, subordinação. Essa primeira formulação desenvolve no sujeito o respeito às diferenças e a busca constante por ações e reações de solidariedade, igualdade, respeito e responsabilidade consigo mesmos, com os outros e com o mundo.
A área de Ciências Humanas e suas Tecnologias transitaram pelos conhecimentos das diversas disciplinas, recorrendo a elas no momento de discussão e produção do conhecimento, negando quaisquer reducionismos que busquem analisar a realidade a partir de uma única ótica.
Não se trata de refletir e analisar as realidades apenas através de um discurso, mas incluir a compreensão do papel das tecnologias como um instrumento material de poder que cria e salva, mas também destrói e mata,  povos chamados tradicionais e culturas diferentes da tecno-cientificista capitalistas. Mas, não apenas das tecnologias materiais. Também das tecnologias simbólico-sociais: as políticas públicas, religiosas, culturais. Essas  são as tecnologias próprias das ciências humanas:  políticas públicas, culto religioso,instituições  sociais, (econômicas culturais). Não se pode mais olhar de fora, como apenas espectadores, a força com que as descobertas tecnológicas chegam às casas, escolas, hospitais, bancos. É preciso reexaminar os avanços técnicos e refletir as conseqüências humano-culturais. É preciso, também apropriar-se deles como um bem de todos, da humanidade.
                                                              

ENSINO DA HISTÓRIA

“A história é a disciplina que se refere aos homens, a tantos homens quanto possível, a todos os homens do mundo enquanto se unem entre se em sociedade”.

A proposta da História, para o Ensino Fundamental e Médio na Educação de Jovens  e Adultos, busca ampliar a compreensão das realidades sociais, a partir das relações dos seres humanos com outros seres humanos e a natureza num processo de troca e produção do saber que ajuda a construir, em tempos e espaços deferentes, novas formas de convivência humana, garantindo assim um conhecimento histórico social que gera e aprofunda as variada manifestações presentes nas diferentes formas de organização criadas pelos homens e mulheres na busca de sua humanização.
Resgataremos do mundo da vida o ouvir histórias e contar história como uma atividade que sempre acompanhou a vida de todos os indivíduos na sociedade e, portanto, os ampliaremos com grande interesse e significação para o espaço escolar.
Nos ciclos de cultura, continuaremos a estuda r e aprender sobre a história do Brasil e sobre a história do mundo, descobrindo a origem de cada civilização, a organização social de cada povo, as descobertas científicas e tecnológicas, os costumes e as crenças. Especialmente quando isso se faz a partir da configuração e da compreensão da sociedade e das contradições, ambigüidades e conflitos em que se está imerso, dos quais é necessário emergir e descobrir as forças capazes  de superá-los (inserção) numa síntese cultural mais ampla e consistente.

Objetivos

·         Compreender o trabalho como uma das principais formas de humanização/desumanização do ser humano.
·         Identificar as diferentes e variadas formas de organização do trabalho em tempos e espaços diversos.
·         Reconhecer nas principais conquistas da humanidade os elementos da organização social e técnica que constituem as variadas formas de vida social e cultural.
·         Perceber os saberes materiais (tecnologias) desenvolvidos no tempo e no espaço que vão progressivamente transformando a vida em sociedade e os próprios seres humanos (saberes simbólicos).

Ensino de Geografia

O ensino da Geografia na Educação Básica busca garantir a compreensão dos processos de organização do espaço geográfico, bem como das múltiplas relações que se estabelecem entre a sociedade e a natureza conformando situações humanizantes ou desumanizantes. Promove um conhecimento que identifique nas ações dos homens e mulheres nas mais diferentes sociedades as transformações sofridas ao longo do tempo e do espaço na busca de melhores condições de vida e existência.
O conteúdo básico que a escola deverá promover em relação ao saber geográfico será a compreensão, interpretação e explicação das relações entre a natureza e as construções humanas condicionadas por fatores físicos e organizacionais com o objetivo de contribuir com a elaboração de projetos de superação dos problemas apresentados no cotidiano de cada espaço geográfico.
Nesse sentido, é necessário um conhecimento que supere a visão linear, mecânica e isolada que tem perpassado o ensino de geografia. Busca-se a percepção dos limites territoriais, físicos e culturais nas linhas imaginárias que não só demarcam espaços geográficos, mas que chegam a isolar espaços políticos e econômicos. Divisões que separam pobres de ricos, mulheres de homens, brancos de negros, crianças de velhos e chegam a tratar povos e nações de culturas deferentes como “primitivos” e, portanto, inferiores quando não como selvagens.
Nessa relação, Ser Humano x Natureza, o sentimento de responsabilidade e respeito por si mesmo e pelo meio ambiente natural e cultural, torna-se o caminho mais viável para preservação das espécies, inclusive da própria espécie humana. É com o desejo de conhecer, preservar e promover o ser humano e seu entorno que ensino de geografia pensa o espaço e nele todas as relações cotidianas e históricas nas quais se estabelecem a teia da existência natural e cultural.
É preciso ampliar nosso olhar para que se possa ultrapassar a simples relação mecânica sociedade x natureza classificatória do espaço e da paisagem e penetrar os rincões de cada vida, de cada ação e de cada cultura. Sensibilizar o sentir para que este perceba as contradições, os conflitos que uma exploração do homem e do ambiente pode trazer com suas conseqüências de miséria e pobreza para nações e povos do mundo inteiro. É preciso ainda, afinar o fazer, transformando nossa ação num constante viver coletivo, respeitando o espaço enquanto um lugar nosso, mas também de todos os homens e mulheres.


Geografia: Aprender e Ensinar

O saber geográfico é esse imenso conjunto de conhecimentos e ações no qual os mundos físicos, sociais e culturais dos homens e das mulheres criam e revelam suas muitas e deferentes práticas sociais.
Desde cedo o ser humano convive com deferentes e variados momentos de aprendizagem, tornando-se fazedor de pensamentos e ações que simbolizam seu modo de ver, julgar e agir no e com o mundo que o cerca. Seu desenvolvimento biológico e social promove o alargamento dos  seus saberes que em confronto com os saberes de outros seres humanos produzem um movimento circular de sucessivas construções e reconstruções do conhecimento individual e coletivo.
 Nesse universo complexo, o aluno jovem e adulto precisará apropriar-se dos diferentes saberes de modo a ampliar a compreensão das realidades, questionando-as e problematizando-as na busca de respostas ás questões formuladas pela vida.
De modo geral, podemos compreender que é neste percurso que o conhecimento da Geografia deve ser realizado na escola e em outros espaços de formação. E para tal contará com os seguintes princípios orientadores:
A compreensão do homem e da mulher enquanto sujeitos de responsabilidade, participação e decisão diante do espaço natural e social.
A construção do conhecimento da Geografia a partir da interação entre as diferentes formas de organização do pensar, do criar e do agir no tempo e no espaço que vão se fazendo sociais.
O reconhecimento da Geografia alagoana como parte de um saber que produz e transforma seu espaço social e cultural.
A opção pela interdisciplinaridade como abordagem teórico-metodológico.


Objetivos

·         Compreender as estratégias utilizadas pelo ser humano para explicar os fenômenos ocorridos nos ambientes em que vivem;
·         Compreender as relações estabelecidas entre o meio natural e os seres humanos;
·         Identificar as hipóteses que tratam de explicar o origem do universo;
·         Relacionar os mitos e as lendas nas estratégias de explicação que o ser humano criou para compreender os fenômenos da natureza e as suas relações com a existência humana;
·         Entender como os diferentes espaços físicos provocaram a construção do conhecimento que respondessem os problemas causados pelos fatores ambientais;
·         Conceituar espaço geográfico natural e social;
·         Compreender as diferenças ambientais, étnicas, culturais e sociais entre as sociedades humanas;
·         Entender o movimento migratório como elemento de contribuição para a ocupação e/ou criação do espaço social através do tempo;
·         Identificar no conhecimento uma forma de poder historicamente utilizada por frações da sociedade em benefício próprio.

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