Objetivo Geral
Garantir
ao trabalhador e à trabalhadora a elevação da escolaridade e as condições da
continuidade de aprendizagens, mediante estudo das diversas áreas de
conhecimento, tomando a realidade cultural e natural como objeto de
pesquisa/estudo.
Objetivos Específicos
O
objetivo geral acima explicitado requer para a sua realização a concretização
dos seguintes objetivos específicos:
Propiciar oportunidade de estudos de
Educação Básica, com metodologia específica, aos alunos que cursaram séries do
ensino fundamental ou médio e se afastaram da escola, por razões próprias do
modelo de exclusão da educação oferecida pelo Estado aos jovens e adultos trabalhadores
(as);
Realizar Exames Supletivos de
Educação Básica, Ensino Fundamental e Médio a fim de garantir aos jovens e
adultos que não concluíram essas modalidades de ensino a oportunidade de
conclusão de curso;
Validar o conhecimento adquirido
social-historicamente pelos jovens e adultos que não possuem documentos
comprobatórios de conclusão de curso, através de avaliação classificatória.
MECANISMOS E ESTRATÉGIAS
Oferta
de cursos de Educação Básica para os trabalhadores (as) que se afastaram da
escola por razões diversas, e necessitam de cursos com metodologias adequadas
as suas possibilidades e realidade;
Realização de exames
classificatórios para jovens e adultos que cursaram as etapas do
Ensino-Fundamental, mas não têm documentos comprobatórios ou sendo autodidatas
desejam validar o conhecimento adquirido social/historicamente;
Desenvolvimento de práticas
educativas que contribuam para a formação integral de jovens e adultos, a fim
de que possam crescer criticamente no exercício da cidadania;
Construção
de um projeto político pedagógico que assegure a co- participação e o
comprometimento de todos os segmentos envolvidos no sucesso do trabalho
educacional com jovens e adultos;
Desenvolvimento
de intenso programa de formação continuada envolvendo todo o corpo
técnico/docente/ administrativo da rede pública de ensino.
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO
DE JOVENS E ADULTOS
A
Educação de Jovens e Adultos no Estado de Alagoas será realizada a nível de
ensino fundamental e ensino médio presencial e semi-presencial, obedecendo à
seguinte organização:
Ensino Presencial (1ª e 3ª Etapas
da Educação de Jovens e Adultos)
(Ensino Fundamental: 1º Segmento)
As
três primeiras etapas da Educação de Jovens e Adultos se destinam a garantir as
condições de apropriação do código da leitura e escrita nas formas oficiais da
língua portuguesa, iniciação ao aprofundamento da compreensão crítica do mundo,
de si mesmo e dos outros, bem como dos cálculos matemáticos e das linguagens
artísticas.
Essas
etapas serão realizadas em Escolas da Rede Estadual de Ensino, em escolas
municipais, ou em ambientes cedidos pela comunidade por meio de parceiras com a
sociedade civil, setores empresariais, poderes públicos locais, igrejas, ONG’s,
sindicatos e associações, num esforço conjunto, visando reduzir os atuais
índices de analfabetismo do Estado de Alagoas.
A
área de abrangência dessa atividade compreenderá todos os municípios alagoanos,
que se organizarão de forma autônoma e com estrutura própria de professores, monitores,
educadores de apoio, educadores populares regionais, assessores
técnico-pedagógicos e coordenação geral.
Objetivo
Garantir
o início ou retomada da escolarização de todos jovens e adultos trabalhadores
(as) por meio da realização das três primeiras etapas da EJA através de recursos
do próprio Estado, em escolas da Rede e/ou em parceira com a sociedade civil,
setores empresariais, poderes públicos locais, igrejas, ONG’s, Sindicatos e
associações.
Princípios Metodológicos
Norteadores
Os
princípios e as perspectivas dos processos educativos para a Educação de Jovens
e Adultos, no seu conjunto, devem permitir que se garanta a análise das
vivências econômicas, políticas, ideológicas e escolares, numa palavra,
culturais, de forma crítica, democrática, libertadora e transformadora servindo
de experiência para o aluno em sua vida social.
As
práticas pedagógicas cotidianas nas salas de aula das três primeiras etapas da
Educação de Jovens e Adultos deverão incorporar as referências teóricas
explicitadas, dando sustentação ao conjunto das ações educativas. Dessa forma,
se garantirão, através da análise de seu significado e sentido, a coerência com
os princípios da pertinência (significatividade) e da interdisciplinaridade.
Nesse
sentido serão garantidas as condições da formação continuada dos educadores,
realizada como uma política permanente de formação necessária para realizar os
objetivos da Proposta e garantir seu crescimento humano e a competência
pedagógica.
Período de Realização
O
tempo da escola para trabalhar as três primeiras etapas da EJA será dois anos.
Mas, o de acordo com o desenvolvimento das habilidades poderá concluir em menor
ou maior tempo.
Ensino Fundamental – 1º Segmento
Disciplinas
|
1ª Etapa
|
2ª Etapa
|
3ª Etapa
|
||
TS
|
CH
|
TS
|
CH
|
||
1.
Língua Portuguesa
|
04
|
160h
|
04
|
160h
|
|
2. Matemática
|
04
|
160h
|
04
|
160h
|
|
3. Ciências
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
|
4. História
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
|
5. Geografia
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
|
6. Artes
|
01
|
40h
|
01
|
40h
|
|
7. Educação
Física*
|
01
|
40h
|
01
|
40h
|
|
Total
|
640h
|
16h
|
640h
|
16h
|
640h
|
Carga Horária do Curso –
1.880 horas
|
|||||
Estratégias
Sensibilizar
trabalhadores, sociedade civil, poderes públicos, empresariado, outros, para
exercerem o papel de parceiros, garantindo o início ou retomada da
escolarização/escolaridade de jovens e adultos trabalhadores (as) acima dos 15
anos;
Articular
o apoio da sociedade às iniciativas de escolarização, através de compromissos
oficialmente pactuados;
Implantar
uma política de formação continuada em EJA, para os educadores, voltada á
compreensão e envolvimento com a Proposta Pedagógica;
Habilitar
o estado à captação de recursos federais e internacionais para aplicação no
setor de educação, respaldado na capacidade da área em enfrentar e agilizar o
processo de erradicação do analfabetismo;
Afirmar
ações políticas governamentais e sua contribuição ao combate ao analfabetismo
de jovens e adultos no cenário nacional, local e regional, a partir de fóruns
de EJA.
4ª e 5ª Etapas da Educação de
Jovens e Adultos
Ensino Fundamental: 2º Segmento
As
duas últimas etapas da Educação de Jovens e Adultos, correspondentes ao 2º
segmento do Ensino Fundamental, serão oferecidas àqueles jovens e adultos que
concluíram as etapas iniciais ou demonstraram que dominam as aprendizagens a
elas correspondentes e desejam concluir sua Educação Básica, obrigação do
Estado e direito de todas as pessoas em quaisquer idade e condições.
Deseja-se,
assim, responder ao compromisso político de Estado “de concretizar um projeto de educação democrática com qualidade social,
no qual a escola deverá ser um laboratório de práticas pedagógicas inovadoras,
voltadas para a formação do homem em todas as dimensões, o que exige um
processo de formação continuada dos educadores e de toda a comunidade escolar”.
O
Ensino Fundamental da Rede Estadual será organizado em cinco etapas, podendo os
Centros Educacionais oferecerem esse nível, somente a partir da 4ª etapa,
correspondendo ao 2º segmento do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), também na
forma semi-presencial.
As
4ª e 5ª Etapas da Educação de Jovens e Adultos, correspondente aos 6º ao 9º
anos do Ensino Fundamental, na forma de ensino presencial, serão oferecidas, em
relação ao tempo da escola, em 1.600 horas, podendo o aluno concluir com carga
horária menor, pois são admitidas as formas de classificação e reclassificação
postas no Art. 24 da LDBEN 9394/96.
As
aulas presenciais incidem sobre as disciplinas e carga horária de acordo com a
base comum nacional determinada no inciso V do Art. 26 e seus parágrafos da Lei
de Diretrizes e Bases nº 9394/96.
Ensino Fundamental – (6º ao 9º ano)
2º Segmento Diurno.
Disciplinas
|
4ª Etapa
|
5ª Etapa
|
||
TS
|
CH
|
TS
|
CH
|
|
1. Língua
Portuguesa
|
05
|
200h
|
05
|
200h
|
2. Inglês
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
3. Artes
|
01
|
40h
|
01
|
40h
|
4. Educação
Física*
|
01
|
40h
|
01
|
40h
|
5. Matemática
|
05
|
200h
|
05
|
200h
|
6. Ciências
|
03
|
120h
|
03
|
120h
|
7. História
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
8. Geografia
|
02
|
80h
|
02
|
80h
|
Total
|
21h
|
840h
|
21h
|
840h
|
Carga Horária do Curso –
1.880 horas
|
||||
* Disciplina oferecida obrigatoriamente no diurno.
OBS.: No
Noturno a Carga Horária por etapa deverá ser organizada pela Escola em 01 (um)
ano e meio, isto é, aproximadamente 290 dias letivos por etapa.
SUGESTÕES DE ORGANIZAÇÃO DA JORNADA
DE TRABALHO
Diurno –
Cinco tempos de 50 minutos/aula por dia, com cumprimento da carga horária de
840 horas em 200 dias letivos e conclusão do curso em 02 (dois) anos.
Noturno
– Três tempos de 50 minutos/aula ou quatro tempos de 45 minutos/aula por dia,
com cumprimento da carga horária de 840 horas em 290 dias letivos, isto é, a
conclusão do curso acontecerá em 03 (três) anos.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
LINGUAGENS,
CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Partindo
da consideração de que a educação, principalmente do jovem e do adulto,
dever-se-ia dar enquanto processo de experiência de ressocialização, entendemos
que a Área de linguagens, códigos e suas tecnologias tem como objetivo
principal o questionamento das diferentes formas de apreender e compreender o entorno sócio-educativo,
através de representações de deferentes linguagens – sistema simbólico – e da
interação com o outro através de marcas, símbolos, signos, gestos, sons,
imagens. Portanto, a linguagem, enquanto uma capacidade humana de articular
significados coletivos e de compartilhá-los com outros sujeitos, em sistema
arbitrários de representação, de acordo com as necessidades e experiências
particulares em sociedade (MEC, PCN- Ensino Médio).
A
razão do ato da linguagem é a produção de sentido. Por isso a linguagem
torna-se uma herança social que, uma vez assimilada, envolve os indivíduos e
faz regulação simbólica das estruturas mentais e emocionais. A compreensão da
arbitrariedade da linguagem permite a problematização dos modos
de ver a se a ao mundo; categorizar o pensamento; classificar os dados
discutíveis; permear o conhecimento e as formas de conhecer o pensamento;
permear as formas de pensar a comunicação e os modos de comunicar a de agir a
ação.
E,
ainda, a linguagem é produto e produção cultural humana. Por isso reflete a um
só tempo o status de ser criativa, contraditória, pluridimensional, múltipla e
singular.
Nesse
contexto, a interação – o discurso, a fala – dos sujeitos dialógicos
transformam-se no objeto de estudo e de análise da linguagem
verbal/oral/visual/gestual. O homem reproduz e transforma em espaços
produtivos, mediados pela fala gerando sistema de linguagem de sentidos humanos
que proliferam em múltiplos espaços simultâneos de forma relacional.
Os
confrontos proporcionados pelas e nas práticas sociais históricas foram
possíveis pelo uso de diferentes códigos que se mostram, no conjunto de
escolhas e combinações discursivas, gramaticais, lexicais, fonológicas, gráficos
e etc., segundo Bakhtin naquilo que procuram conservar ou transgredir os
sentidos acumulados denominados de trocas lingüísticas, de relação de força
entre interlocutores. Esses confrontos só serão possíveis pelo ato da fala,
porque pressupõe-se ser uma competência social o utilizar a linguagem de acordo
com as expectativas em jogo.
Assumindo
o caráter dialógico, as linguagens, no interior dos jogos, impõem-se ser uma
visão muito além do ato comunicativo superficial e imediato. Propondo-se a
desempenhar o papel de recuperação sócio-política de sujeitos jovens e adultos
pelo estudo histórico social cultural.
No
mundo contemporâneo, marcado pelo apelo informativo imediato, a reflexão sobre
as linguagens e seus sistemas, articulados por múltiplos códigos é uma garantia
de participação ativa na vida social para a cidadania desejada.
A linguagem se dá num contexto,
numa cultura:
“As
representações não são naturais, mas criada pelo ser humano. São as pessoas que
socialmente criam marcas, sinais, símbolos e etc. para representar algo.
“como representações são criadas pelo grupo
social e são de uso social, elas precisam ser ensinadas as novas gerações isto
nem sempre acontece e então se criam condições de desigualdade entre as
pessoas. No caso da língua escrita, por exemplo, numa sociedade letrada, onde a
maioria das informações é veiculada através da escrita, as pessoas que não
sabem interpretar essas representações (não sabem ler e escrever) ficam à
margem da sociedade (Araujo, 2000, p36, 37).
Para
Freire, o fazer cultura, o dominar a realidade, a própria humanização, vem a
partir do criar e recriar. E, para ele, somente, “a partir das relações do
homem com a realidade, resultante de estar com ela e de estar nela, pelos atos
de criação, recriação e decisão, vai ele [o homem] dinamizando o seu mundo. Vai
dominando a realidade. (Freire, 1999, p51).
O
nosso objetivo com o ensino da linguagem é a percepção de idéias, proposições,
do outro, do meio, do seu eu, para que este ser humano possa intervir e atuar
como sujeito consciente.
A
Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias trabalhará as linguagens verbal
e não verbal. Os conteúdos das disciplinas mudarão de acordo com o segmento de
trabalho, mas o objetivo geral, o mais amplo é o exercício da reflexão via
símbolos e códigos.
A
linguagem como um processo de comunicação exige dos entes interactantes uma
sintonia mútua para que ambos se entendam e efetivem o diálogo.
Os
signos utilizados no processo de comunicação são definidos pelos entes
dialógicos e somente por elas compreendidos. Gestos, sons, imagens, que para
uns são elementos da mensagem para outros podem ser expressões fragmentadas e desconexadas.
Além
dos signos, existem outros elementos que concorrem para interação dos entes: o
cenário ou o entorno social da mensagem, e o que trazemos, nós, os leitores, em
termo de repertório e experiências anteriores. Portanto, a linguagem pode ser
conceituada como um conjunto complexo e articulável de elementos simbólicos que
se tornam significativamente essenciais para instauração de produção de sentido
num determinado diálogo.
As
simbologias são arbitrárias e convencionais. Cada uma das linguagens, com suas
especificidades, notacional ou não, será trabalhado no sentido de resgatar a
perspectiva social com objetivo de compreender as relações vivenciadas entre
sujeitos e sociedade.
A
área então, e cada uma das disciplinas, tem o objetivo de promover competências
e habilidades que acompanhem uma mudança qualitativa para o processo de ensino
e aprendizagem, indicando a sistematização de um conjunto de disposições e
atitudes: pesquisar, selecionar informações, analisar, sintetizar, argumentar,
negociar significados, cooperar, para que o aluno participe do mundo social:
cidadania, trabalho e escolarização.
Demarcamos
a importância da área pela competência de lidar com a linguagem interação, com
as diferentes formas de estabelecer contatos entre um eu e um outro, com o diálogo,
com a comunidade, na medida em que concebemos educação enquanto ressocialização,
entendemos que “a natureza humana se
constrói socialmente” (Freire apud Souza,1999,p50). Sendo assim, esse outro
toma vulto quando consideramos que o educar é processo de convivência.
(Maturana Apud Souza, 1999, p81)
“O SER HUMANO é PESSOA pelo que tem em comum
com os outros seres humanos”. É INDIVIDUO pela forma particular de pensar, de
emocionar-se e de fazer cada um frente ao mundo, ás pessoas e as situações. A pessoa
se individualiza. É uma singularidade. É única. Tem um valor incomensurável. Eu
me distingo no interior da coletividade de pessoas, faço-me EU Na SOCIEDADE, no
NÓS é possível surgir o individuo, o EU!
É na área das
linguagens, por elas serem comunicação / interação, que se trava contato, mas
acirrado do individuo com o outro e com o coletivo. O interesse é desvelar, é
propiciar diversos contatos com bens culturais. É exercitar, por meio das
linguagens a criatividade e a criticidade. É permitir que o aluno desconfie dos
discursos, das tapinhas nas costas em época de eleição, das imagens oferecidas
pela mídia ou até da falta de imagens, pois por vezes, é muito mais reveladora
a ausência de versões, do que a pura imposição.
Não
basta compreender e usar os sistemas simbólicos para criar significados, ou
analisar e interpretar os recursos expressivos das linguagens pura e
simplesmente. Interessa saber que essa compreensão e leitura se estabeleçam com
um outro e que juntos possam refletir sobre os discursos para uma intervenção
objetiva no seu entorno. Isto significa que, o educando não pode ter apenas um
aprender técnico, mas, deve ser colocado em situações onde exercite
competências variadas que propicie compreensão, análise e o levem as atitudes
de participação, repetimos do mundo social: cidadania, trabalho, e
escolarização.
Objetivos da Área
Questionar
as diferentes formas de aprender e compreender o entorno sócio-educativo
através de representações dos diferentes sistemas simbólicos.
Ampliar
a capacidade da interação com os outros através de marcas, símbolos, signos,
gestos, sons, imagens, para que juntos, enquanto sujeitos históricos, descubram
sentidos, reelaborem realidades, reestruturarem o entorno.
Expressar,
de forma criadora, sua visão de mundo através do uso de linguagens.
Compreender
e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meio de
organização cognitiva da realidade pala constituição de significados,
expressão, comunicação e informação.
Confrontar
opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações
específica.
Analisar,
interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens relacionando
textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização estrutura
das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
Compreender
e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e
integradora da organização do mundo e da própria identidade.
Conhecer
e usar a língua (s) estrangeira (s) moderna (s) como instrumento de acesso a
informações e outras culturas e grupos sociais.
As
disciplinas que compõe a área são: Arte – Cultura, Língua Portuguesa, e Língua
Estrangeira (Inglês).
LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivo do Ensino Aprendizagem
Os
objetivos do ensino-aprendizagem desta proposta pedagógica de língua portuguesa
distribuídos no ensino fundamental e ensino médio são os seguintes como
possibilidades de aprendizagem:
·
Compreender a construção, elaboração e
evolução simbólica como uma necessidade vital de identidade social, histórica,
lúdica e estética do homem;
·
Construir/ interpretar símbolos e
significados, a partir de diversas posturas e visões de mundo.
·
Desenvolver a competência conceitual,
ampliando o vocabulário relativo a tradução de impressões sensoriais e
identificando a escrita como um instrumento que permite ampliar as
possibilidades de participação social;
·
Perceber o lugar que seu dialeto ocupa
na estrutura das relações sociais;
·
Escolher a mais apropriada forma de
língua para cada situação comunicativa internacional;
·
Elaborar os próprios textos refletindo
sobre essa elaboração, aplicando os recursos de estilo e tendo, em vista, o
interlocutor e os efeitos que pretende provocar;
·
Ampliar/consolidar o domínio do
funcionamento do sistema da escrita e suas regras de produção;
·
Compreender a importância das convenções
ortográficas da língua no intercâmbio entre os homens;
·
Compreender que, através da linguagem, o
individuo se reconhece como membro de uma comunidade;
·
Consolidar as competências discursivas;
·
Compreender que os diversos usos sociais
da língua refletem a ordenação do mundo e da experiência de cada grupo;
·
Consolidar a competência conceitual,
identificando a inter-relação entre palavra, pensamento, idéias e emoções;
·
Desenvolver a capacidade de pensar por
se mesmo, de argumentar, assimilar e apropriar-se do conhecimento acumulado
pelo homem.
·
Compreender que a língua é um sistema
aberto à novas condições, expressões e construções frasais;
·
Identificar os recursos lingüísticos no
registro da oralidade;
·
Compreender a tradição oral, texto de
muitas vozes, como expressão lúdica do patrimônio cultural da humanidade;
·
Apropriar-se dos princípios fundamentais
do ato de contar/recontar historias;
·
Apropriar-se dos princípios fundamentais
da atitude lingüísticas descritiva;
·
Estabelecer entre as diversas formas
orais, escritas e visuais o ato de narrar.
Objetivos, Competências e
Habilidades do Ensino da Língua Estrangeira.
As
finalidades do ensino de língua estrangeira, compreendido como um caminho para
a construção da cidadania e a constituição do aluno como sujeito de
aprendizagem indicam de que maneira os objetos do ensino podem levar os alunos
a identificar o conhecimento como meio de compreender e transformar o mundo em
sua volta e perceber o caráter da língua estrangeira como aspecto estimulador
de interesse, curiosidade, espírito de investigação e desenvolvimento da
capacidade para compreender e comunicar-se.
Assim
é fundamental buscar desenvolver um trabalho que permita ao aluno da educação
de jovens e adultos alcançar os objetivos gerais a seguir.
·
Desenvolver a possibilidade de
compreender e expressar, oralmente e por escrito, opiniões, valores,
sentimentos e informações.
·
Entender a comunicação como troca de ideias
e de valores culturais, sendo estimulado a prosseguir os estudos.
·
Comparar suas experiências de vida com a
de outros povos.
·
Identificar no universo que o cerca, as
línguas estrangeiras que cooperam nos sistemas de comunicação, percebendo-se
como parte integrante de um mundo plurilíngue e compreendendo o papel
hegemônico que algumas línguas desempenham em determinado momento histórico.
·
Vivenciar uma experiência de comunicação
humana no que se referem à novas maneiras de se expressar e de ver o mundo,
refletindo sobre os costumes e possibilitando maior entendimento de seu próprio
papel como cidadão do país e do mundo em que vive.
·
Reconhecer que o aprendizado de uma ou
mais línguas lhe possibilita o acesso a bens culturais da humanidade
construídos em outras partes do mundo.
·
Construir conhecimento sistêmico sobre a
organização textual e sobre como e quando utilizar a linguagem nas situações de
comunicação, tendo como base os conhecimentos da língua materna.
·
Adquirir consciência lingüística e
consciência crítica de usos que se fazem da língua estrangeira que se está
aprendendo.
·
Ler e valorizar a leitura como fonte de informação
e prazer, utilizando-a também como meio de acesso ao mundo do trabalho e dos
estudos avançados.
·
Utilizar outras habilidades
comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas.
·
Escolher o registro adequado a situação
na qual se processa a comunicação e o vocabulário que melhor reflita a ideia
que pretende comunicar.
·
Utilizar o mecanismo de coerência e
coesão na produção oral e/ou escrita.
·
Utilizar as estratégias verbais e
não-verbais para compensar as falhas, favorecer a efetiva comunicação e
alcançar o efeito pretendido em situações de produção e leitura.
·
Conhecer e usar as línguas modernas como
instrumento de acesso a informação de outras culturas e grupos sociais.
·
Compreender de que forma determinada
expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais.
·
Analisar os recursos expressivos da
linguagem verbal, relacionando textos/contextos mediante a natureza, função,
organização, estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção
(intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação
de ideias e escolhas, tecnologias
disponíveis).
·
Saber distinguir as variantes
linguísticas.
·
Compreender em que medida os enunciados
refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz.
CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS
TECNOLOGIAS
A
escola precisa possibilitar a competência tecnológica e humana, dentro de uma
visão ampla do mundo, pondo a mostra aspectos de vida e do homem, conduzindo a
reflexão e aos questionamentos da realidade e a possibilidade de transformá-las
(professor de ensino publica de Alagoas).
As
ciências naturais como disciplina da Educação de Jovens e Adultos, deve ser
repensada sobre as situações de vida do educando/trabalhador, respondendo as
necessidades de relacionar os fenômenos naturais, os conhecimentos empíricos,
os conhecimentos adquiridos na escola e possibilitando a construção de novas
etapas da história da sua vida.
A
proposta alternativa neste momento é a de considerar o ensino das Ciências da Natureza
não só como um instrumento que garanta a descoberta destes acontecimentos
naturais, mas principalmente que permita uma posição de investigação, reflexão
e aprofundamento das experiências de vida de nossos educandos.
Este
ensino caracteriza-se por uma relação de aprendizagem em que não existe o
“educador que ensina” e a “população que aprende”, mas sim, um grupo que
através do trabalho de observação, reflexão e discussão vai produzindo seus
conhecimentos e vai aprendendo a reconhecer aspectos científicos que norteiam
sua vida.
Se inicialmente objetivava desperta a
sensibilidade do jovem ou adulto para as questões naturais, agora pretende-se
que ele se sinta parte importante desse processo, questionando as decisões
tomadas pela comunidade e pelos governantes.
Vale
salientar que nessa relação de aprendizagem, não se descartam intervenções mais
qualificadas, que venham a construir para uma apropriação do saber
historicamente produzido acerca de temática em questão.
Então,
se inicialmente desejava-se que o aluno se sensibilizasse com as questões
ambientais e sociais, agora pretende-se estabelecer uma análise mais crítica,
ressaltando a argumentação a concepção
de agente transformador do espaço em que vive, demonstrando o que pensa do
mundo, das coisas, de si mesmo e estabelecendo relações com todos estes
aspectos aqui abordados.
A
metodologia aqui explicada baseia-se na participação real do aluno e na
problematização, buscando uma aprendizagem a partir do confronto com as
situações no contexto da vida dos atores do processo de ensino-aprendizagem.
Mas do que simples motivação para se introduzir um conteúdo específico, ela
consiste em, fazer a ligação desse conteúdo com situações reais que os alunos
conhecem e vivenciam para as quais provavelmente eles não dispõem de
conhecimentos científicos suficientes na tarefa de interpretá-las.
Nesta
proposta discutiremos a compreensão das ciências da natureza e sua importância
na educação e formação do aluno cidadão, percebendo quando as questões
naturais, o próprio homem, como ser singular e social, as expressões e atitudes
tornam-se objeto de estudo e investigação.
“O ensino não deve somente acenar
para as certezas, mas sim levar também a interrogações, sobretudo num campo
como este, em que elas são corriqueiras. Inúmeros fatos não podem de fato ser explicados
unicamente pelas abordagens darwinianas e é essencial mostrar o que a ciência
sabe e o que ela não sabe, isto é, uma explicação precisa de mecanismos postos
em jogo” (Morin, 2001, p.115).
A
problematização poderá ocorrer pelo menos em dois sentidos. De um lado pode ser
que o aluno já tenha noções sobre as questões colocadas, em sua aprendizagem
anterior, na escola ou fora dela. Suas noções poderão estar ou não de acordo
com as teorias e as explicações da ciência, caracterizando o que se tem chamado
de “conceitos espontâneos dos alunos”. De outro, poderá permitir que o aluno
sinta necessidade de adquirir outros conhecimentos. Neste momento,
caracterizando pala compreensão e apreensão da posição dos alunos frente ao
tema, é desejável que a postura do professor seja mais de questionar e lançar dúvidas
do que responder e fornecer explicações.
Nessa
perspectiva, o professor será responsável pela organização e reorganização do
ensino, quando do planejamento das oficiais, em decorrência das necessidades
geradas pela problematização. Assim esses momentos poderão contribuir para o
desenvolvimento intelectual dos alunos, oportunizando-lhes um aprofundamento
teórico acerca dos conteúdos em questão, no sentido de que os alunos percebem a
existência de outras visões e explicações para as situações e fenômenos
problematizados e comparem esses conhecimentos com o seu, para melhor
compreensão.
O Ensino de Ciências da Natureza para
o Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos
“O ser humano vive no
mundo dos avanços tecnológicos e, por vezes, sente necessidade de acompanhar
essas mudanças. Mas acompanhar essas mudanças implica a descoberta da vida deve
perceber a das tecnologias, para as quais sempre chegara o devido tempo, ao
passo que os elos íntimos que nos ligam à natureza e à vida deve ser
adquiridos, de certa forma, desde o berço, isto è desde a pré-escola”
(Morin, 2001, p, 117).
É
necessário não apenas a descoberta da tecnologia, mas a familiarização com o
conhecimento da natureza que a possibilita. Segundo Luckesi (1985) a produção
do conhecimento científico exige pelo menos dois elementos: primeiro seria a
identificação descritiva do objeto do conhecimento e o segundo consistiria em
estabelecer o entendimento das coisas, conseguindo descobrir como elas ocorrem
e por que se processam desse modo. É nesse segundo nível que encontramos o
esclarecimento da realidade natural e social – a descoberta daquilo que está
oculta na aparência dos fatos. Esse segundo momento é quando propriamente se
produz a ciência, pois é nele que surge o entendimento novo do objeto que temos
à nossa frente. É nesse momento que se pode dizer que foi produzida a teoria
sobre os dados da realidade.
Sem
os dois elementos – identificação descritiva e entendimento – não há ciência. A
descrição é insuficiente, enquanto apenas delimita os contornos do objeto de
estudo e o entendimento sozinho é impossível, pois ele se faz criativamente
sobre dados identificados.
Entende-se
que as ciências da natureza pode ampliar e aprofundar as possibilidades desses
seres humanos compreenderem o seu eu (como corpo) e suas múltiplas reações com
o entorno. A necessidade do ensino das Ciências Naturais na educação de jovens
e adultos justifica-se, por esta ser uma ferramenta, um caminho de acesso a
observação, investigação reflexão e pensamento crítico.
Os
conhecimentos científicos nos é funcional para o desenvolvimento das
ocorrências factuais do universo. Ele nos oferece uma luz, um esclarecimento
sobre os meandros, aparentemente caóticos, presentes na multiplicação das
coisas. Com o conhecimento científico, adquirimos um instrumento da
sobrevivência, pois através dele, obtemos uma forma de agir mais adequada e
eficiente (Luckesi, 1985).
Gil-Pérez
(1982) alerta para que a elaboração de programas de atividades que possibilitem
a construção de conhecimento pelos alunos exige um permanente trabalho de
pesquisa aplicada. Dificilmente um professor poderá orientar a aprendizagem de
seus alunos como uma construção de conhecimentos científicos, isto é, como uma
pesquisa, se ele próprio não possui a vivência de uma tarefa investigativa. A
compreensão de que atividade do professor de ciências possui a complexidade e
uma riqueza potencial implica conhecer seu trabalho como uma tarefa aberta e
criativa.
O
Ensino de Ciências da Natureza, como um processo de diálogo, indagação,
reflexão, questionamentos, produção, organização e aplicação do conhecimento.
“Nosso respeito pelo
outro, por outro povo, por outra cultura, só pode nascer de um respeito pela
ordem do universo e de nossa convicção de pertencer a essa ordem. Devemos tomar
consciência da parte que temos nisso e da permanência de nossos atos que são
inscritos e serão avaliados no âmbito da memória eterna da vida”.
(Morim, 2001, p. 123)
Neste
contexto, são indicados os seguintes objetivos da disciplina:
·
Compreender o universo que o cerca de
modo cientifico, social e político.
·
Relacionar o desenvolvimento científico
ao desenvolvimento econômico, social, cultural e político.
·
Integrar o ensino da escola á realidade
das comunidades por ele freqüentadas.
·
Sensibilizar o aluno na compreensão do
mundo natural, seu funcionamento e expressões.
·
Analisar criticamente o papel das Ciências
da Natureza visando a melhoria das condições da vida da população.
·
Apropriar-se dos conteúdos básicos referentes
a qualidade de vida, sistematizando-os transformando-os em modo de ação.
O ENSINO DE MATEMÁTICA
Atualmente
os sistemas educacionais de diversos países estão passando por um profundo
processo de renovação. Renovação não apenas de conteúdos, mas, sobretudo de
objetivos e de metodologias.
Emergem
as metodologias centradas em processos (logo na pessoa do educando) em
detrimento das metodologias centradas em conteúdos ou em produtos. Ressalta-se
a importância de desenvolver cognitivamente o aluno.
Desenvolver
cognitivamente significa ir além de transmitir conhecimentos que em curto prazo
podem está obsoletos e inúteis ou desenvolver habilidades que, por serem
adquiridas mecanicamente, não constituem aprendizagens reais.
Nessa
renovação a aprendizagem passa a não ser entendida como processo de transmissão
- recepção de informação, mas sim como processo de construção cognitiva que se
favorece mediante a estimulação dos processos de investigação dos alunos.
O
ensino/aprendizagem da Matemática não é alheio a este movimento renovador.
Pretende-se atualmente que os alunos participem em numerosas e variadas
experiências que lhes estimulem o gosto e o prazer da criação matemática; que
os encorajem a conjeturar, a explorar, a aprender com os erros (NCTM, 1991; papert,
1991).
Para isso é primordial perceber que: “Aprender matemática é um direito básico de todos e uma necessidade
individual e social de homens e mulheres. Saber calcular, medir, raciocinar,
argumentar, tratar informações estaticamente etc. São requisitos necessários
para exerce a cidadania, o que demonstra a importância da matemática na
formação de jovens adultos. (propostas pedagógicas para a EJA 2a segmento vol.
3; 2002)”
Observamos
uma historia de exclusão, que limita o acesso a bens culturais e materiais
produzidos pela sociedade acompanha a vida do aluno da Educação de Jovens e
Adultos (EJA).
Esses
exercícios de reflexão de como temos atuado até hoje, suas causas,
conseqüências e que cidadão a sociedade espera, é condição sine qua nom. para definir de que modo o conhecimento matemático
pode contribuir para essa formação de cidadãos e de sujeitos da aprendizagem.
Para
tanto a atividade matemática, na educação de jovens e adultos, deva assumir
dois aspectos harmôniosos e indissociáveis.
Resolução de Problemas como Eixo
Norteado do Ensino de Matemática
Segundo
Câmara dos Santos (2002) “O papel da
resolução de problemas no ensino de matemática foi, durante muito tempo,
pautado pela idéia de que “aprender matemática é resolver muitos problemas”, no
sentido de que os neurônios se assemelhariam a músculos, que somente seriam
desenvolvidos à custa de “muita malhação”.
Nessa
concepção, a finalidade educativa da resolução de problemas era a de apenas
fixar os conteúdos aprendidos. O conteúdo era apresentado aos alunos, seguidos
de alguns “exercícios resolvidos”, que serviriam de modelo para os “exercícios
de fixação”. Só então o aluno iria resolver uma bateria extremamente longa de
problemas de mesma estrutura.
O
desenvolvimento dos estudos em educação matemática, veio evidenciar as
limitações da utilização desses recursos de aprendizagem. Esses estudos
demonstraram a importância da resolução para uma aprendizagem matemática
significativa.
O
objetivo central era utilizar a situação problema, como recurso didático, para
que o aluno possa ser capaz de realizar TENTATIVAS, estabelecer HIPOTESES,
TESTAR essas hipóteses e VALIDAR seus resultados. Sintetizando, podemos
caracterizar a situação problema como “uma situação geradora de um problema,
cujo conceito necessário a sua resolução é exatamente aquele conceito que
queremos que o aluno construa”, ou seja, para o aluno resolver problema ele
devera construir o conceito que permitirá resolver esse problema.
Características de uma
Situação-problema:
O
quadro a seguir sugerido por Câmara dos Santos (2002) esclarece a idéia adotada
para expressão situação-problema na presente proposta.
A
eficiência de uma situação-problema depende do fato que algumas condições sejam
respeitadas. Na tabela seguinte serão explicitadas algumas características de
uma situação-problema, acompanhadas de alguns comentários sobre essas
características.
CARACTERÍSTICAS
|
COMENTÁRIOS
|
O aluno deve ser
capaz de começar a resolver o problema.
|
O
aluno deve permanecer “seco” perante o problema. Ele deve ter a possibilidade
de utilizar seus conhecimentos anteriores em uma primeira tentativa de
solução
|
Os
conhecimentos do aluno devem ser insuficientes para que eles resolvam o
problema.
|
Senão
não existira a construção de novos conceitos, apenas a aplicação de
conhecimentos antigos.
|
A situação-problema deve permitir ao aluno
decidir se uma situação encontrada é conveniente ou não.
|
Uma
vez que o aluno investiu seus conhecimentos anteriores, é necessário que ele
tome consciência de sua insuficiência, senão, segundo o “princípio da
economia” não haverá evolução de conhecimentos mas apenas uma adaptação. Essa
insuficiência deve ser percebida pelo próprio aluno. Ela é constatada pelo
fato que a resposta é falsa ou que o método utilizado é muito trabalhoso.
|
O conceito que se
deseja que o aluno adquira deve ser “ferramenta” mais adequada para a
resolução do problema no nível do aluno.
|
Nem
sempre é fácil satisfazer essa condição. O aluno pode descobrir uma
“ferramenta” adequada mas que não corresponde ao conceito visado. Uma análise
a priori do problema torna-se necessário: o que o aluno vai fazer face a esse
problema?
|
Objetivos Gerais
·
Compreender os conceitos, procedimentos
estratégias matemáticas que permitam a ele desenvolver estudos posteriores e
adquirir uma formação cientifica geral;
·
Aplicar seus conhecimentos matemáticos a
situação diversas, utilizando-o na interpretação da ciência na atividade
tecnológica e nas atividades cotidianas;
·
Analisar e valorizar informações
provenientes de diferentes fontes, utilizando ferramentas matemáticas para
formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se criticamente sobre
problemas da matemática, das outras áreas do conhecimento e da atualidade.
·
Desenvolver a capacidade de raciocínio e
resolução de problemas, de comunicação bem como o espírito critica e a
criatividade;
·
Utilizar com confiança procedimentos de
resolução de problemas para desenvolver a compreensão dos conceitos
matemáticos;
·
Expressar-se oralmente e graficamente em
situações e valorizar a precisão da linguagem e as demonstrações em matemática;
·
Estabelecer conexões entre temas
matemáticos e entre esses temas e o conhecimento de outras áreas do currículo;
·
Reconhecer representações equivalentes
de um mesmo conceito, relacionando procedimentos associados a diferentes
representações;
·
Promover a realização pessoal mediante o
sentimento de segurança em relação as suas capacidades matemáticas, o
desenvolvimento de atitudes de autonomia e cooperação.
CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS
Estes
conteúdos tem como objetivo a construção das funções cognitivas do aluno,
oportunizando também um pensamento independente crítico e criativo:
Ler,
interpretar e utilizar representações matemáticas (tabela, gráfico,
expressões...)
Transcrever
mensagens matemáticas da linguagem corrente para a linguagem simbólica
(equações, gráficos, diagramas, fórmulas, tabelas...) e vice-versa.
Expressar-se
com correção e clareza, tanto na língua materna como na linguagem matemática,
usando a terminologia correta.
Produzir
textos matemáticos adequados ao que o aluno se propõe.
Utilizar
adequadamente os recursos tecnológicos como instrumentos de produção e de
comunicação.
CONTEÚDOS ATITUDINAIS
São
aqueles trabalhados, visando à interação cujo objetivo se refere à elaboração
de atitudes e valores que venham contribuir com o desenvolvimento das
capacidades cognitivas, afetivas e de interação social tais como: criar,
comparar, discutir, investigar, rever, perguntar, ampliar ideias, etc. Para
isso deve-se explorar a interação entre alunos e professores, e entre alunos e
seus colegas de classe visando favorecer que o aluno:
Desenvolva
a capacidade de investigar e de perseverança na busca de resultados,
valorizando o uso de extrategias de verificação e controle de resultados;
Utilize
os conhecimentos matemáticos como recurso para analisar, interpretar e resolver
situações-problema;
Encontre
exemplo e contra exemplo, formule hipóteses e compare experimentalmente no
decorrer da atividade matemática;
Perceba
que além de buscar a solução para uma situação proposta, deve cooperar para
resolvê-la e chegar a um consenso;
Possa
saber explicar o próprio pensamento e procure compreender o pensamento do
colega;
Discuta
as dúvidas, assuma que as soluções dos outros podem fazer sentido e persista na
tentativa de construir suas próprias ideias;
Incorpore
soluções alternativas, reestruture e amplie a compreensão acerca dos conceitos
envolvidos nas situações e, desse modo, aprenda;
Reflita
sobre o seu próprio empenho nas atividades matemáticas, tendo como objetivo o
desenvolvimento pleno das próprias capacidades;
Mantenha
atualizados seus estudos e suas obrigações.
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
São
aqueles trabalhados para alcançar objetivos que se referem à obtenção de
conhecimentos matemáticos construídos por gerações precedentes.
Tosos
os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais se interrelacionam entre
si, ou seja, um não existe sem o outro de modo que as relações entre eles estão
imbricadas e não se dissociam quando acontece o processo-aprendizagem. A
preocupação do professor não deve ser a de analisar separadamente esses
conteúdos, mas verificar se as expectativas de aprendizagens estão se
efetivando junto a seu aluno através dos critérios de avaliação.
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS
TECNOLOGIAS
A
busca da construção da consciência do significado do ser humano, nesta PROPOSTA
PEDAGOGICA, é meta da área de ciências humanas e suas tecnologias. Ela
permitirá a aprendizagem da condição humana e da luta pela superação contínua
de suas possibilidades de degradação. A compreensão “da longa marcha da humanização que fez irromper a linguagem humana e
cultura, sem que deixássemos de ser animais, ao mesmo tempo em que nos tornamos humanos”. (Morin,
2001:19) é o movimento mais significativo na busca dessa aprendizagem. É essa
questão que se quer colocar como centro do trabalho da área das Ciências
Humanas e suas Tecnologias. Resgatar, desenvolver e aprofundar essa questão
como o problema central da educação escolar é o nosso desejo maior.
Desafiada
a essa construção, a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias vai promover
conhecimentos relacionados à compreensão da identidade pessoal e social,
reconhecendo nas especificidades locais, regionais, nacionais, culturais,
econômicas, políticas, religiosas, climáticas, geográficas, um elemento de
diferenciação, enriquecimento mútuo e complementação e não de exploração,
exclusão, dominação, subordinação. Essa primeira formulação desenvolve no
sujeito o respeito às diferenças e a busca constante por ações e reações de
solidariedade, igualdade, respeito e responsabilidade consigo mesmos, com os
outros e com o mundo.
A
área de Ciências Humanas e suas Tecnologias transitaram pelos conhecimentos das
diversas disciplinas, recorrendo a elas no momento de discussão e produção do
conhecimento, negando quaisquer reducionismos que busquem analisar a realidade
a partir de uma única ótica.
Não
se trata de refletir e analisar as realidades apenas através de um discurso,
mas incluir a compreensão do papel das tecnologias como um instrumento material
de poder que cria e salva, mas também destrói e mata, povos chamados tradicionais e culturas
diferentes da tecno-cientificista capitalistas. Mas, não apenas das tecnologias
materiais. Também das tecnologias simbólico-sociais: as políticas públicas,
religiosas, culturais. Essas são as
tecnologias próprias das ciências humanas:
políticas públicas, culto religioso,instituições sociais, (econômicas culturais). Não se pode
mais olhar de fora, como apenas espectadores, a força com que as descobertas
tecnológicas chegam às casas, escolas, hospitais, bancos. É preciso reexaminar
os avanços técnicos e refletir as conseqüências humano-culturais. É preciso,
também apropriar-se deles como um bem de todos, da humanidade.
ENSINO DA HISTÓRIA
“A história é a
disciplina que se refere aos homens, a tantos homens quanto possível, a todos
os homens do mundo enquanto se unem entre se em sociedade”.
A
proposta da História, para o Ensino Fundamental e Médio na Educação de
Jovens e Adultos, busca ampliar a
compreensão das realidades sociais, a partir das relações dos seres humanos com
outros seres humanos e a natureza num processo de troca e produção do saber que
ajuda a construir, em tempos e espaços deferentes, novas formas de convivência
humana, garantindo assim um conhecimento histórico social que gera e aprofunda
as variada manifestações presentes nas diferentes formas de organização criadas
pelos homens e mulheres na busca de sua humanização.
Resgataremos
do mundo da vida o ouvir histórias e contar história como uma atividade que
sempre acompanhou a vida de todos os indivíduos na sociedade e, portanto, os
ampliaremos com grande interesse e significação para o espaço escolar.
Nos
ciclos de cultura, continuaremos a estuda r e aprender sobre a história do
Brasil e sobre a história do mundo, descobrindo a origem de cada civilização, a
organização social de cada povo, as descobertas científicas e tecnológicas, os
costumes e as crenças. Especialmente quando isso se faz a partir da
configuração e da compreensão da sociedade e das contradições, ambigüidades e
conflitos em que se está imerso, dos quais é necessário emergir e descobrir as
forças capazes de superá-los (inserção)
numa síntese cultural mais ampla e consistente.
Objetivos
·
Compreender o trabalho como uma das
principais formas de humanização/desumanização do ser humano.
·
Identificar as diferentes e variadas
formas de organização do trabalho em tempos e espaços diversos.
·
Reconhecer nas principais conquistas da
humanidade os elementos da organização social e técnica que constituem as
variadas formas de vida social e cultural.
·
Perceber os saberes materiais
(tecnologias) desenvolvidos no tempo e no espaço que vão progressivamente
transformando a vida em sociedade e os próprios seres humanos (saberes
simbólicos).
Ensino de Geografia
O
ensino da Geografia na Educação Básica busca garantir a compreensão dos
processos de organização do espaço geográfico, bem como das múltiplas relações
que se estabelecem entre a sociedade e a natureza conformando situações
humanizantes ou desumanizantes. Promove um conhecimento que identifique nas
ações dos homens e mulheres nas mais diferentes sociedades as transformações
sofridas ao longo do tempo e do espaço na busca de melhores condições de vida e
existência.
O
conteúdo básico que a escola deverá promover em relação ao saber geográfico
será a compreensão, interpretação e explicação das relações entre a natureza e
as construções humanas condicionadas por fatores físicos e organizacionais com
o objetivo de contribuir com a elaboração de projetos de superação dos
problemas apresentados no cotidiano de cada espaço geográfico.
Nesse
sentido, é necessário um conhecimento que supere a visão linear, mecânica e
isolada que tem perpassado o ensino de geografia. Busca-se a percepção dos
limites territoriais, físicos e culturais nas linhas imaginárias que não só
demarcam espaços geográficos, mas que chegam a isolar espaços políticos e
econômicos. Divisões que separam pobres de ricos, mulheres de homens, brancos
de negros, crianças de velhos e chegam a tratar povos e nações de culturas
deferentes como “primitivos” e, portanto, inferiores quando não como selvagens.
Nessa
relação, Ser Humano x Natureza, o sentimento de responsabilidade e respeito por
si mesmo e pelo meio ambiente natural e cultural, torna-se o caminho mais
viável para preservação das espécies, inclusive da própria espécie humana. É
com o desejo de conhecer, preservar e promover o ser humano e seu entorno que
ensino de geografia pensa o espaço e nele todas as relações cotidianas e
históricas nas quais se estabelecem a teia da existência natural e cultural.
É
preciso ampliar nosso olhar para que se possa ultrapassar a simples relação
mecânica sociedade x natureza classificatória do espaço e da paisagem e
penetrar os rincões de cada vida, de cada ação e de cada cultura. Sensibilizar
o sentir para que este perceba as contradições, os conflitos que uma exploração
do homem e do ambiente pode trazer com suas conseqüências de miséria e pobreza
para nações e povos do mundo inteiro. É preciso ainda, afinar o fazer,
transformando nossa ação num constante viver coletivo, respeitando o espaço
enquanto um lugar nosso, mas também de todos os homens e mulheres.
Geografia: Aprender e Ensinar
O
saber geográfico é esse imenso conjunto de conhecimentos e ações no qual os
mundos físicos, sociais e culturais dos homens e das mulheres criam e revelam
suas muitas e deferentes práticas sociais.
Desde
cedo o ser humano convive com deferentes e variados momentos de aprendizagem,
tornando-se fazedor de pensamentos e ações que simbolizam seu modo de ver,
julgar e agir no e com o mundo que o cerca. Seu desenvolvimento biológico e
social promove o alargamento dos seus
saberes que em confronto com os saberes de outros seres humanos produzem um
movimento circular de sucessivas construções e reconstruções do conhecimento
individual e coletivo.
Nesse universo complexo, o aluno jovem e
adulto precisará apropriar-se dos diferentes saberes de modo a ampliar a
compreensão das realidades, questionando-as e problematizando-as na busca de
respostas ás questões formuladas pela vida.
De
modo geral, podemos compreender que é neste percurso que o conhecimento da
Geografia deve ser realizado na escola e em outros espaços de formação. E para
tal contará com os seguintes princípios orientadores:
A
compreensão do homem e da mulher enquanto sujeitos de responsabilidade,
participação e decisão diante do espaço natural e social.
A
construção do conhecimento da Geografia a partir da interação entre as
diferentes formas de organização do pensar, do criar e do agir no tempo e no
espaço que vão se fazendo sociais.
O
reconhecimento da Geografia alagoana como parte de um saber que produz e
transforma seu espaço social e cultural.
A
opção pela interdisciplinaridade como abordagem teórico-metodológico.
Objetivos
·
Compreender as estratégias utilizadas
pelo ser humano para explicar os fenômenos ocorridos nos ambientes em que vivem;
·
Compreender as relações estabelecidas
entre o meio natural e os seres humanos;
·
Identificar as hipóteses que tratam de
explicar o origem do universo;
·
Relacionar os mitos e as lendas nas
estratégias de explicação que o ser humano criou para compreender os fenômenos
da natureza e as suas relações com a existência humana;
·
Entender como os diferentes espaços
físicos provocaram a construção do conhecimento que respondessem os problemas
causados pelos fatores ambientais;
·
Conceituar espaço geográfico natural e social;
·
Compreender as diferenças ambientais,
étnicas, culturais e sociais entre as sociedades humanas;
·
Entender o movimento migratório como
elemento de contribuição para a ocupação e/ou criação do espaço social através
do tempo;
·
Identificar no conhecimento uma forma de
poder historicamente utilizada por frações da sociedade em benefício próprio.

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